sexta-feira, 8 de junho de 2012

Falta de sentimentos.

Explosão. Paixão. Palpitação.

Frieza. Bloco de gelo. Indiferença.

Passei da água para o vinho, ou melhor, do vinho para água.
Passei do com graça para o sem graça.

Coração não explode mais, apenas é frio.
Coração não se apaixona mais, virou um bloco de gelo.
Coração não palpita mais, apenas é indiferente.

Desaprendi a amar, ou as pessoas certas resolveram sumir da minha volta.
Minha vontade é estar sempre em casa, ouvindo música, lendo um bom livro, dormindo.
Encontrar pessoas? Para quê? Não sinto nada, apenas um pouco de conforto, carinho.
Desculpem minha falta de sentimentos, minha falta de sentimentalismo, mas eu só não consigo mais.

Razão até se esforça para fazer o coração se apaixonar, mas ele insiste em ser frio, como inverno.
Verão nunca me fez gosto, inverno sempre foi minha paixão, acho que agora entendo o porquê.

Espero que com algo extraordinário, meu coração descongele.
Estou esperando.
Espero eternamente.

"Espero, não sei se tenho tempo.
Espero, poder estar atento,
pra lhe ouvir falar,
as coisas que eu não entendo.

Entendo, porque você me olha desse jeito,
como se você quisesse alguma coisa
alguma coisa que eu tenho ou não,
alguma coisa que eu tenho."
Reação em Cadeia - Espero


Maria Amália.

domingo, 22 de abril de 2012

Tristeza + Rotina

Tristeza dói, corrói, tira a vontade de viver. Tristeza tira o chão da gente, faz com a vontade de estar desmoronada em uma cama seja a melhor das hipóteses de se levar a vida.
Rotina corrói, leva a fazer as coisas sem pensar, apenas fazer. Rotina torna a vida chata, tediosa, igual.

Agora pensa no combo: Tristeza + Rotina.

Bem-vindo à minha vida.

Sou uma péssima companhia de se viver, não se aproxime.

Maria Amália.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Garganta fechada

Estranho momento aquele, quando você nota que do nada sente que a garganta fechar e que seus olhos tendem a encher de lágrimas. Não sei porquê, mas tem acontecido frequentemente isso comigo. Desde semana passada, talvez. Certas conversar, aquelas que eu costumo evitar, aconteceram, e mexeram demais comigo. Estou sensível e com vontade de chorar por qualquer mudança que possa afetar minimamente meu lado sentimental. Carência, talvez. Tenho medo disso. Notei que só tenho tido tempo e só tenho pensado em estudar. Sair? É perda de tempo em minhas leituras. E quem é que tem tempo pra mim, também, né. Ando num relacionamento em crise com a faculdade de Letras, como disse um amigo meu. Ler e estudar é o que eu mais tenho feito. Tive vontade de escrever agora, para tentar aliviar, mas antes de abrir o blog, pensei "preciso ler os textos para amanhã". Tiro esse tempo, por mais que minha consciência tenha tentado me dizer que não, para ver se consigo me desangustiar de algo que eu nem sei ao certo porque está assim. Coração apertado, seguidamente. Uma amiga minha falou comigo ontem, que um amigo dela havia comentado: "Qual é o motivo de acordar e sair da cama todos os dias? Não me venha com a resposta de obrigação, não é essa que eu quero". Diz ela que pensou e não encontrou nenhum. Comigo é a mesma coisa, estudar como uma obrigação não é um bom motivo para se sair da cama. Tá aí outra coisa que não tenho feito direito: dormir. Tenho todas as manhãs e a maioria das tardes ocupada e ainda no meio desse tempo estudo. Semestre está puxado e agora ainda essa angústia e esse "asfixiamento" em meu corpo. Tá difícil e não tá certo. Ninguém compreenderá se em algum momento, aleatoriamente, eu começar a lacrimejar. Não tenho culpa, mas as lágrimas simplesmente saem dos meus olhos e minha garganta fecha. Tristeza? Acho que sim. Mas queria encontrar um motivo. Ah, não tem. Porque, na real, não é um motivo, são vários. Vários que eu nem sei ao certo quais que são.

E agora termino esse post ao som de "Everything" do Lifehouse. O que me faz pensar que talvez eu não tenha esse "tudo", que possa ser o meu motivo de levantar da cama todos os dias.

"You are the strenght
That keeps me walking
You are the hope
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpouse
You're everything"


Maria Amália.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dormir.

Sempre tive imensa capacidade para dormir. Problema é que a minha mente não está querendo ficar quieta nesses horários. Meus pensamentos tem voado para longe, bem longe, até onde eu não sei mais se sou capaz de alcançar. Fico horas acordada antes de cair no sono e logo ao amanhecer eu já me encontro acordada sem o menor sono. Dormir está entre as três coisas que eu mais gosto de fazer, porém tê-lo assim, dessa forma, sofridamente distante não tem me feito bem. Mesmo quando estou exausta eu não consigo dormir sem antes ficar um tempo pensando na vida, no que tenho feito, no que tem acontecido, no que eu me tornei, nas coisas que acabei descobrindo de mim mesma. Eu sei que é muito bom eu saber quem eu realmente sou, só que isso está me deixando sem sono, sem vontade de nada. Só queria, quem sabe, voltar a ser mais feliz e menos confusa. E meu sono, aquela vontade de dormir em qualquer lugar que fosse, isso eu quero de volta, preferencialmente logo.


Maria Amália.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Indecisão.

Em meio a uma confusão de pensamentos, mais uma vez eu me encontro perdida. Absolutamente perdida, sem direção.

sábado, 26 de novembro de 2011

Sexta-feira à noite.

Ela se cansou de relacionamentos. Passou meses numa boa, somente curtindo a si mesma. Não se importava com isso e também não conseguia ver algum tipo de futuro em qualquer coisa. Passar os finais de semana em casa estudando, dormindo, lendo, não fazia a menor diferença. Acreditava na teoria do "single", aquelas pessoas que sabem viver sozinhas de uma forma positiva, tentou, realmente tentou ser assim. Porém, sua carência era sempre um empecilho. Era deitar a sua cabeça no travesseiro que sentia falta, sentia falta de alguém, pegava seu livro, lia um pouco, acabava caindo no sono. Esse era seu ponto de escape para ficar bem.
Sexta-feira à noite, resolveu assistir um filme que lhe foi indicado. Sozinha, em frente ao computador, sentada em sua confortável cadeira, chegando ao final do filme, seus olhos simplesmente encheram-se de lágrimas com aquela simples comédia romântica. Essa foi capaz de a fazer refletir sobre tudo que estava vivendo e notar que realmente estava sozinha. Poucas pessoas se importavam com ela, com o que sentia, com o que estava passando. Notou que estava solteira&sozinha. Não saia de seu mundinho por quase nada, estava presa em uma rotina confortante que não a fazia pensar muito, fazendo-a simplesmente sobreviver, ao invés de viver.
Não pensem que ela não tem vontade de mudar, ela quer. Mas querer, infelizmente, não é poder. Agora, após o filme, ela encontra-se escrevendo exatamente este relato, em busca de atenção e carinho, não pena.

Maria Amália.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Rejeição.

Já me falaram que eu sou a pessoa mais "pau no c*" que alguém conheceu, por ser sem sentimentos na hora de terminar relacionamentos. Ok, tenho certa noção disso, mas também não tenho culpa de não conseguir sentir algo intensamente, de não conseguir me apaixonar, então, termino qualquer coisa antes que passe 6 meses e a coisa fique muito mais dolorosa para a outra parte envolvida. Costumo me recuperar disso em 2 ou 3 dias, saindo, dando risada, dançando, bebendo. Depois disso, estou "pronta para outra", como se nada tivesse acontecido.
Mas o detalhe é que o problema tem dois lados da moeda. Eu posso ser assim, "insensível", mas definitivamente não sei lidar com rejeição. Sou a pessoa mais pessimista que conheço, então, fico sempre pensando que a culpa de estar sendo rejeitada é minha. Fico noites rolando na cama, tentando pensar no que eu fiz para acabar sendo assim. Eu não me sinto apaixonada por ninguém, não to "reclamando" disso, só que independente de ser apenas alguém, eu não sei lidar com isso. Quando alguém rejeita, ou mesmo, ignora outra pessoa, é sinal de que esta não foi nada em sua vida. E "saber" disso dói. Eu sempre dou o meu melhor, o meu mais intenso, a minha alegria para estar com alguém, e muitas vezes o que recebo em troca é isso: rejeição.
Levando em consideração o meu "histórico amoroso", segundo a minha amiga, eu não sei como sobrevivo sem terapia. Teria vários motivos para não acreditar mais no amor, mesmo sem nunca tê-lo sentido, mas mesmo assim, quem sabe um dia, a gente se encontra. Mas, atualmente, está complicado de acreditar.


Maria Amália.