Hoje me peguei pensando, na frente do espelho, "e quando os cabelos brancos começarem a surgir?". Ando me preocupando muito com o amanhã, e sei que isso é resultado de eu estar em um período de transição. Todas as vezes que isso aconteceu na minha vida, foi e é um momento de crise. Tenho apenas 21 anos, digamos que 1/5 de vida já foi-se (sendo bem positiva) e já me vejo pensando em cabelos brancos... Alguém pode ler isso e pensar "ah, quanto drama, ela tem 21 anos e se diz cheia de crises, imagina quando tiver a minha idade!". Só que eu penso que cada idade tem os seus "dramas existenciais" e que a gente tem que superá-los para continuar. Porém, cada momento de crise eu tenho vontade de cavar um buraco, me jogar dentro e só sair de lá depois que "as coisas se resolvam". Pena que isso não é possível, ninguém vai resolver seus problemas por você. Tem que colocar a cara a tapa e enfrentá-los.
Esses dias me perguntaram "tu já tá pronta para deixar a UFRGS?" e a minha crise só piorou. Aí eu resolvo tentar outras mil coisas só para, talvez, não deixar a UFRGS. Quando eu saí da escola, eu também não me sentia preparada para tal atitude, mas eu não tinha outra saída... Outra coisa que me falaram e me deixou em crise maior foi "e o que tu vai fazer depois de te formar? ficar desempregada?" e eu quase desmoronei na crise.
Períodos de transição são tensos e o que ajuda a me acalmar é escrever. Mas é uma pena que escrever não resolve meus problemas, minhas crises, só acalma....
E quando os cabelos brancos surgirem, o que farei? Medo das minhas crises...
Maria Amália, a dramática em crise.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Ensinar é uma arte.
A chuva cai torrencialmente lá fora e eu aqui dentro, em frente a esta folha tentando organizar os pensamentos. A vida dá muitas voltas, a vida segue e para isso faz-se necessário passar por desafios, por mudanças e isso é muito assustador! Entrei no curso de Letras pelo gosto que tenho pela Literatura, mas acho que ao longo dele fui perdendo um pouco, devido as cobranças em cima das mesmas. Porém, entrei no curso de Letras sem pensar no fato de estar fazendo uma Licenciatura e que isso faria com que um dia eu chegasse aos estágios e tivesse que entrar em sala de aula. Ainda não dei nenhuma aula, propriamente dita, mas estou na parte de observação dos alunos e, nossa, eu não sei como me expressar frente a isso. São vidas totalmente distintas, com gostos, com vivências, com objetivos muitíssimos diferentes. Mas o simples fato de estar lá e estas pequenas pessoas já te reconhecerem como professora é algo que tem mexido muito comigo, ultimamente. Estou vivendo em cima da ponta da faca, porque são muitas exigências necessárias para poder fazer este estágio, porém quando estou dentro da sala é diferente. Há, de maneiras diversas, uma sede por saber, muitas vezes ocultadas pela falta de vontade, pela preguiça, mas que podem ser aguçadas se bem trabalhadas. Sou uma pessoa extremamente ansiosa e insegura com tudo que é novo. Só que notar que eles olham para ti como uma fonte segura do conhecimento, tem feito com que eu diminua um pouco toda esta minha insegurança. Eu nunca me imaginei ensinando, lecionando, porque nunca me senti capaz a isso, mas acho que, com um pouco de esforço, é possível tentar mudar a realidade destas crianças. Ensinar, ensinar é uma arte.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Poesia.
Um coração gelado sem explicação,
Dois anos assim, procurando a solução.
Sempre quis fazer poesias, mas nunca tive o dom. Saíram duas frases com a rima mais pobre impossível, o "ão"... Acho que a poesia é capaz de expressar o que sentimos de uma maneira forte.
Já tentei muitas vezes, mas sempre no verso livre, ou no texto corrido mesmo.
Escrever é um ponto de escape, é a forma com a qual consigo colocar para fora os meus temores, as minhas angustias.
A solução está no meu rosto,
Só me falta agarrá-la com gosto.
Tá, outra tentativa fácil de poesia. Não tá ficando lá aquelas maravilhas, mas eu só queria colocar para fora o que eu to sentido e as conclusões a que estou chegando...
Vou me concentrar
Para não falhar mais uma vez
E assim recuperar
E ver tudo com nitidez.
Desisto, poesia não é para mim. Só estava tentando expressar o que eu sinto e dizer que acho que estou compreendendo o que se passa nesse coração gelado e o porquê disso estar acontecendo.
Quem sabe um dia eu aprenda a escrever poesia, mas sei que mesmo sem sabê-la, encontro na escrita aquilo que não encontro nem nos meus amigos mais próximos. Ela não me dá conselhos e não me xinga, ela apenas me conforta de conseguir expressar o que se passa de mais perdido e fechado dentro de mim.
Maria Amália.
Dois anos assim, procurando a solução.
Sempre quis fazer poesias, mas nunca tive o dom. Saíram duas frases com a rima mais pobre impossível, o "ão"... Acho que a poesia é capaz de expressar o que sentimos de uma maneira forte.
Já tentei muitas vezes, mas sempre no verso livre, ou no texto corrido mesmo.
Escrever é um ponto de escape, é a forma com a qual consigo colocar para fora os meus temores, as minhas angustias.
A solução está no meu rosto,
Só me falta agarrá-la com gosto.
Tá, outra tentativa fácil de poesia. Não tá ficando lá aquelas maravilhas, mas eu só queria colocar para fora o que eu to sentido e as conclusões a que estou chegando...
Vou me concentrar
Para não falhar mais uma vez
E assim recuperar
E ver tudo com nitidez.
Desisto, poesia não é para mim. Só estava tentando expressar o que eu sinto e dizer que acho que estou compreendendo o que se passa nesse coração gelado e o porquê disso estar acontecendo.
Quem sabe um dia eu aprenda a escrever poesia, mas sei que mesmo sem sabê-la, encontro na escrita aquilo que não encontro nem nos meus amigos mais próximos. Ela não me dá conselhos e não me xinga, ela apenas me conforta de conseguir expressar o que se passa de mais perdido e fechado dentro de mim.
Maria Amália.
domingo, 19 de agosto de 2012
Não sei, mesmo.
Eu ando ouvindo frases do tipo "Tu vai acabar sempre sozinha, tu não dá chance para nada."
Ok, tapa na cara, doeu e eu refleti. Eu tenho culpa por ser um pouco medrosa?
Tento dar chance e me falam "Só não vai se apaixonar por mim."
Viu só por que eu não dou chance? De que adianta dar chance para algo se não vai dar certo?
Aí vem outro e diz "Ah, mas não era a pessoa certa..." tentando amenizar a situação.
E ainda, outro diz "Acho que tu escolhe demais, tem que se abrir para 'todos' "
Oh lord, vou ali enlouquecer e já volto.
Maria Amália.
Ok, tapa na cara, doeu e eu refleti. Eu tenho culpa por ser um pouco medrosa?
Tento dar chance e me falam "Só não vai se apaixonar por mim."
Viu só por que eu não dou chance? De que adianta dar chance para algo se não vai dar certo?
Aí vem outro e diz "Ah, mas não era a pessoa certa..." tentando amenizar a situação.
E ainda, outro diz "Acho que tu escolhe demais, tem que se abrir para 'todos' "
Oh lord, vou ali enlouquecer e já volto.
Maria Amália.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Falta de sentimentos.
Explosão. Paixão. Palpitação.
Frieza. Bloco de gelo. Indiferença.
Passei da água para o vinho, ou melhor, do vinho para água.
Passei do com graça para o sem graça.
Coração não explode mais, apenas é frio.
Coração não se apaixona mais, virou um bloco de gelo.
Coração não palpita mais, apenas é indiferente.
Desaprendi a amar, ou as pessoas certas resolveram sumir da minha volta.
Minha vontade é estar sempre em casa, ouvindo música, lendo um bom livro, dormindo.
Encontrar pessoas? Para quê? Não sinto nada, apenas um pouco de conforto, carinho.
Desculpem minha falta de sentimentos, minha falta de sentimentalismo, mas eu só não consigo mais.
Razão até se esforça para fazer o coração se apaixonar, mas ele insiste em ser frio, como inverno.
Verão nunca me fez gosto, inverno sempre foi minha paixão, acho que agora entendo o porquê.
Espero que com algo extraordinário, meu coração descongele.
Estou esperando.
Espero eternamente.
Frieza. Bloco de gelo. Indiferença.
Passei da água para o vinho, ou melhor, do vinho para água.
Passei do com graça para o sem graça.
Coração não explode mais, apenas é frio.
Coração não se apaixona mais, virou um bloco de gelo.
Coração não palpita mais, apenas é indiferente.
Desaprendi a amar, ou as pessoas certas resolveram sumir da minha volta.
Minha vontade é estar sempre em casa, ouvindo música, lendo um bom livro, dormindo.
Encontrar pessoas? Para quê? Não sinto nada, apenas um pouco de conforto, carinho.
Desculpem minha falta de sentimentos, minha falta de sentimentalismo, mas eu só não consigo mais.
Razão até se esforça para fazer o coração se apaixonar, mas ele insiste em ser frio, como inverno.
Verão nunca me fez gosto, inverno sempre foi minha paixão, acho que agora entendo o porquê.
Espero que com algo extraordinário, meu coração descongele.
Estou esperando.
Espero eternamente.
"Espero, não sei se tenho tempo.
Espero, poder estar atento,
pra lhe ouvir falar,
as coisas que eu não entendo.
Entendo, porque você me olha desse jeito,
como se você quisesse alguma coisa
alguma coisa que eu tenho ou não,
alguma coisa que eu tenho."
Reação em Cadeia - Espero
Maria Amália.
domingo, 22 de abril de 2012
Tristeza + Rotina
Tristeza dói, corrói, tira a vontade de viver. Tristeza tira o chão da gente, faz com a vontade de estar desmoronada em uma cama seja a melhor das hipóteses de se levar a vida.
Rotina corrói, leva a fazer as coisas sem pensar, apenas fazer. Rotina torna a vida chata, tediosa, igual.
Agora pensa no combo: Tristeza + Rotina.
Bem-vindo à minha vida.
Sou uma péssima companhia de se viver, não se aproxime.
Maria Amália.
Rotina corrói, leva a fazer as coisas sem pensar, apenas fazer. Rotina torna a vida chata, tediosa, igual.
Agora pensa no combo: Tristeza + Rotina.
Bem-vindo à minha vida.
Sou uma péssima companhia de se viver, não se aproxime.
Maria Amália.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Garganta fechada
Estranho momento aquele, quando você nota que do nada sente que a garganta fechar e que seus olhos tendem a encher de lágrimas. Não sei porquê, mas tem acontecido frequentemente isso comigo. Desde semana passada, talvez. Certas conversar, aquelas que eu costumo evitar, aconteceram, e mexeram demais comigo. Estou sensível e com vontade de chorar por qualquer mudança que possa afetar minimamente meu lado sentimental. Carência, talvez. Tenho medo disso. Notei que só tenho tido tempo e só tenho pensado em estudar. Sair? É perda de tempo em minhas leituras. E quem é que tem tempo pra mim, também, né. Ando num relacionamento em crise com a faculdade de Letras, como disse um amigo meu. Ler e estudar é o que eu mais tenho feito. Tive vontade de escrever agora, para tentar aliviar, mas antes de abrir o blog, pensei "preciso ler os textos para amanhã". Tiro esse tempo, por mais que minha consciência tenha tentado me dizer que não, para ver se consigo me desangustiar de algo que eu nem sei ao certo porque está assim. Coração apertado, seguidamente. Uma amiga minha falou comigo ontem, que um amigo dela havia comentado: "Qual é o motivo de acordar e sair da cama todos os dias? Não me venha com a resposta de obrigação, não é essa que eu quero". Diz ela que pensou e não encontrou nenhum. Comigo é a mesma coisa, estudar como uma obrigação não é um bom motivo para se sair da cama. Tá aí outra coisa que não tenho feito direito: dormir. Tenho todas as manhãs e a maioria das tardes ocupada e ainda no meio desse tempo estudo. Semestre está puxado e agora ainda essa angústia e esse "asfixiamento" em meu corpo. Tá difícil e não tá certo. Ninguém compreenderá se em algum momento, aleatoriamente, eu começar a lacrimejar. Não tenho culpa, mas as lágrimas simplesmente saem dos meus olhos e minha garganta fecha. Tristeza? Acho que sim. Mas queria encontrar um motivo. Ah, não tem. Porque, na real, não é um motivo, são vários. Vários que eu nem sei ao certo quais que são.
E agora termino esse post ao som de "Everything" do Lifehouse. O que me faz pensar que talvez eu não tenha esse "tudo", que possa ser o meu motivo de levantar da cama todos os dias.
"You are the strenght
That keeps me walking
You are the hope
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpouse
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpouse
You're everything"
Maria Amália.
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