terça-feira, 20 de maio de 2014

Olheiras

Olho-me no espelho e encontro uma cara cansada, cara de quem não dormiu bem e acordou cedo. Cara de quem está tentando levar a vida tranquilamente, mas o pensamento não tem deixado dormir direito. Eis as olheiras, eis as dores físicas de uma mente cansada. Durante toda a vida somos desafiados e passamos por etapas assim, mas nada se compara aos momentos de transição. Estes são os piores, estes aumentam minhas olheiras, tiram o meu sono, roubam a minha tranquilidade. Quero voltar no tempo, ou passar por essa fase de uma vez. Não dá, são meses que vão me consumir até o último instante, até o último suspiro para eu então conseguir certa tranquilidade. Porém, e o que fazer depois? Eis outra angústia. A vida toda tomada por essa ansiedade. Sabe o que eu invejo? Essas pessoas que levam a vida numa boa, sem grandes estresses. Sabe o que eu quero? Ter a vida feita, chegar em casa e olhar para o céu respirando tranquilamente depois de um lindo dia.

Maria Amália.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O sol está lindo lá fora...

O sol está lindo lá fora e eu aqui dentro,
imersa em meus pensamentos olhando pela janela.

O sol está lindo lá fora e eu querendo sair correndo,
fugir disso tudo que tá me matando aqui dentro.

O sol está lindo lá fora e eu querendo dormir, mas e o sol? 

O sol está lindo lá fora e eu aqui tentando escrever no clima nublado do meu quarto.

O sol está lindo lá fora e eu só quero a tranquilidade aqui dentro.

O sol está lindo lá fora,
mas eu preciso ficar aqui dentro,
a escrever,
a fugir,
a buscar cada vez mais o meu eu.

O sol está lindo lá fora, é, está lindo...


Maria Amália.

domingo, 9 de março de 2014

Amizade

Às vezes a coisa que tu mais precisa é de um amigo, aquele amigo que tu sabe que não tem, mas que ao mesmo tempo tu idealiza-o. Dizem que não enchemos uma mão de amigos ao longo de uma vida, mas o triste é saber que tu não completa nem o um dedo de amizade, ao longo de tua existência.Tenho vontade de desabafar, mas sei que as pessoas com as quais penso em fazer isso não vão se importar com o que eu to falando ou vão achar bobagem. Me refugio neste pedaço de papel, pois é o único que me escuta e não me critica, apenas me entende, sem dizer nada contra nem a favor, apenas me dá a chance de desabafar. Penso que nunca terei amigos realmente, pois a época de fazê-los é na infância ou no momento em que me encontro, mas se nem nesses momentos eu o tenha conseguido, acho que nasci para ser uma pessoa solitária, vivendo apenas com o apoio deste papel que absorve tudo que tenho a dizer. Preciso parar de reclamar da minha falta de amigos e ser feliz com isto, com esta folha que tanto me compreende.


Maria Amália.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Períodos de transição.

Hoje me peguei pensando, na frente do espelho, "e quando os cabelos brancos começarem a surgir?". Ando me preocupando muito com o amanhã, e sei que isso é resultado de eu estar em um período de transição. Todas as vezes que isso aconteceu na minha vida, foi e é um momento de crise. Tenho apenas 21 anos, digamos que 1/5 de vida já foi-se (sendo bem positiva) e já me vejo pensando em cabelos brancos... Alguém pode ler isso e pensar "ah, quanto drama, ela tem 21 anos e se diz cheia de crises, imagina quando tiver a minha idade!". Só que eu penso que cada idade tem os seus "dramas existenciais" e que a gente tem que superá-los para continuar. Porém, cada momento de crise eu tenho vontade de cavar um buraco, me jogar dentro e só sair de lá depois que "as coisas se resolvam". Pena que isso não é possível, ninguém vai resolver seus problemas por você. Tem que colocar a cara a tapa e enfrentá-los.
Esses dias me perguntaram "tu já tá pronta para deixar a UFRGS?" e a minha crise só piorou. Aí eu resolvo tentar outras mil coisas só para, talvez, não deixar a UFRGS. Quando eu saí da escola, eu também não me sentia preparada para tal atitude, mas eu não tinha outra saída... Outra coisa que me falaram e me deixou em crise maior foi "e o que tu vai fazer depois de te formar? ficar desempregada?" e eu quase desmoronei na crise.
Períodos de transição são tensos e o que ajuda a me acalmar é escrever. Mas é uma pena que escrever não resolve meus problemas, minhas crises, só acalma....

E quando os cabelos brancos surgirem, o que farei? Medo das minhas crises...



Maria Amália, a dramática em crise.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Ensinar é uma arte.

A chuva cai torrencialmente lá fora e eu aqui dentro, em frente a esta folha tentando organizar os pensamentos. A vida dá muitas voltas, a vida segue e para isso faz-se necessário passar por desafios, por mudanças e isso é muito assustador! Entrei no curso de Letras pelo gosto que tenho pela Literatura, mas acho que ao longo dele fui perdendo um pouco, devido as cobranças em cima das mesmas. Porém, entrei no curso de Letras sem pensar no fato de estar fazendo uma Licenciatura e que isso faria com que um dia eu chegasse aos estágios e tivesse que entrar em sala de aula. Ainda não dei nenhuma aula, propriamente dita, mas estou na parte de observação dos alunos e, nossa, eu não sei como me expressar frente a isso. São vidas totalmente distintas, com gostos, com vivências, com objetivos muitíssimos diferentes. Mas o simples fato de estar lá e estas pequenas pessoas já te reconhecerem como professora é algo que tem mexido muito comigo, ultimamente. Estou vivendo em cima da ponta da faca, porque são muitas exigências necessárias para poder fazer este estágio, porém quando estou dentro da sala é diferente. Há, de maneiras diversas, uma sede por saber, muitas vezes ocultadas pela falta de vontade, pela preguiça, mas que podem ser aguçadas se bem trabalhadas. Sou uma pessoa extremamente ansiosa e insegura com tudo que é novo. Só que notar que eles olham para ti como uma fonte segura do conhecimento, tem feito com que eu diminua um pouco toda esta minha insegurança. Eu nunca me imaginei ensinando, lecionando, porque nunca me senti capaz a isso, mas acho que, com um pouco de esforço, é possível tentar mudar a realidade destas crianças. Ensinar, ensinar é uma arte.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Poesia.

Um coração gelado sem explicação,
Dois anos assim, procurando a solução.

Sempre quis fazer poesias, mas nunca tive o dom. Saíram duas frases com a rima mais pobre impossível, o  "ão"... Acho que a poesia é capaz de expressar o que sentimos de uma maneira forte.
Já tentei muitas vezes, mas sempre no verso livre, ou no texto corrido mesmo.
Escrever é um ponto de escape, é a forma com a qual consigo colocar para fora os meus temores, as minhas angustias.

A solução está no meu rosto,
Só me falta agarrá-la com gosto.

Tá, outra tentativa fácil de poesia. Não tá ficando lá aquelas maravilhas, mas eu só queria colocar para fora o que eu to sentido e as conclusões a que estou chegando...

Vou me concentrar
Para não falhar mais uma vez
E assim recuperar
E ver tudo com nitidez.

Desisto, poesia não é para mim. Só estava tentando expressar o que eu sinto e dizer que acho que estou compreendendo o que se passa nesse coração gelado e o porquê disso estar acontecendo.
Quem sabe um dia eu aprenda a escrever poesia, mas sei que mesmo sem sabê-la, encontro na escrita aquilo que não encontro nem nos meus amigos mais próximos. Ela não me dá conselhos e não me xinga, ela apenas me conforta de conseguir expressar o que se passa de mais perdido e fechado dentro de mim.



Maria Amália.

domingo, 19 de agosto de 2012

Não sei, mesmo.

Eu ando ouvindo frases do tipo "Tu vai acabar sempre sozinha, tu não dá chance para nada."
Ok, tapa na cara, doeu e eu refleti. Eu tenho culpa por ser um pouco medrosa?
Tento dar chance e me falam "Só não vai se apaixonar por mim."
Viu só por que eu não dou chance? De que adianta dar chance para algo se não vai dar certo?
Aí vem outro e diz "Ah, mas não era a pessoa certa..." tentando amenizar a situação.
E ainda, outro diz "Acho que tu escolhe demais, tem que se abrir para 'todos' "

Oh lord, vou ali enlouquecer e já volto.


Maria Amália.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Falta de sentimentos.

Explosão. Paixão. Palpitação.

Frieza. Bloco de gelo. Indiferença.

Passei da água para o vinho, ou melhor, do vinho para água.
Passei do com graça para o sem graça.

Coração não explode mais, apenas é frio.
Coração não se apaixona mais, virou um bloco de gelo.
Coração não palpita mais, apenas é indiferente.

Desaprendi a amar, ou as pessoas certas resolveram sumir da minha volta.
Minha vontade é estar sempre em casa, ouvindo música, lendo um bom livro, dormindo.
Encontrar pessoas? Para quê? Não sinto nada, apenas um pouco de conforto, carinho.
Desculpem minha falta de sentimentos, minha falta de sentimentalismo, mas eu só não consigo mais.

Razão até se esforça para fazer o coração se apaixonar, mas ele insiste em ser frio, como inverno.
Verão nunca me fez gosto, inverno sempre foi minha paixão, acho que agora entendo o porquê.

Espero que com algo extraordinário, meu coração descongele.
Estou esperando.
Espero eternamente.

"Espero, não sei se tenho tempo.
Espero, poder estar atento,
pra lhe ouvir falar,
as coisas que eu não entendo.

Entendo, porque você me olha desse jeito,
como se você quisesse alguma coisa
alguma coisa que eu tenho ou não,
alguma coisa que eu tenho."
Reação em Cadeia - Espero


Maria Amália.

domingo, 22 de abril de 2012

Tristeza + Rotina

Tristeza dói, corrói, tira a vontade de viver. Tristeza tira o chão da gente, faz com a vontade de estar desmoronada em uma cama seja a melhor das hipóteses de se levar a vida.
Rotina corrói, leva a fazer as coisas sem pensar, apenas fazer. Rotina torna a vida chata, tediosa, igual.

Agora pensa no combo: Tristeza + Rotina.

Bem-vindo à minha vida.

Sou uma péssima companhia de se viver, não se aproxime.

Maria Amália.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Garganta fechada

Estranho momento aquele, quando você nota que do nada sente que a garganta fechar e que seus olhos tendem a encher de lágrimas. Não sei porquê, mas tem acontecido frequentemente isso comigo. Desde semana passada, talvez. Certas conversar, aquelas que eu costumo evitar, aconteceram, e mexeram demais comigo. Estou sensível e com vontade de chorar por qualquer mudança que possa afetar minimamente meu lado sentimental. Carência, talvez. Tenho medo disso. Notei que só tenho tido tempo e só tenho pensado em estudar. Sair? É perda de tempo em minhas leituras. E quem é que tem tempo pra mim, também, né. Ando num relacionamento em crise com a faculdade de Letras, como disse um amigo meu. Ler e estudar é o que eu mais tenho feito. Tive vontade de escrever agora, para tentar aliviar, mas antes de abrir o blog, pensei "preciso ler os textos para amanhã". Tiro esse tempo, por mais que minha consciência tenha tentado me dizer que não, para ver se consigo me desangustiar de algo que eu nem sei ao certo porque está assim. Coração apertado, seguidamente. Uma amiga minha falou comigo ontem, que um amigo dela havia comentado: "Qual é o motivo de acordar e sair da cama todos os dias? Não me venha com a resposta de obrigação, não é essa que eu quero". Diz ela que pensou e não encontrou nenhum. Comigo é a mesma coisa, estudar como uma obrigação não é um bom motivo para se sair da cama. Tá aí outra coisa que não tenho feito direito: dormir. Tenho todas as manhãs e a maioria das tardes ocupada e ainda no meio desse tempo estudo. Semestre está puxado e agora ainda essa angústia e esse "asfixiamento" em meu corpo. Tá difícil e não tá certo. Ninguém compreenderá se em algum momento, aleatoriamente, eu começar a lacrimejar. Não tenho culpa, mas as lágrimas simplesmente saem dos meus olhos e minha garganta fecha. Tristeza? Acho que sim. Mas queria encontrar um motivo. Ah, não tem. Porque, na real, não é um motivo, são vários. Vários que eu nem sei ao certo quais que são.

E agora termino esse post ao som de "Everything" do Lifehouse. O que me faz pensar que talvez eu não tenha esse "tudo", que possa ser o meu motivo de levantar da cama todos os dias.

"You are the strenght
That keeps me walking
You are the hope
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpouse
You're everything"


Maria Amália.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dormir.

Sempre tive imensa capacidade para dormir. Problema é que a minha mente não está querendo ficar quieta nesses horários. Meus pensamentos tem voado para longe, bem longe, até onde eu não sei mais se sou capaz de alcançar. Fico horas acordada antes de cair no sono e logo ao amanhecer eu já me encontro acordada sem o menor sono. Dormir está entre as três coisas que eu mais gosto de fazer, porém tê-lo assim, dessa forma, sofridamente distante não tem me feito bem. Mesmo quando estou exausta eu não consigo dormir sem antes ficar um tempo pensando na vida, no que tenho feito, no que tem acontecido, no que eu me tornei, nas coisas que acabei descobrindo de mim mesma. Eu sei que é muito bom eu saber quem eu realmente sou, só que isso está me deixando sem sono, sem vontade de nada. Só queria, quem sabe, voltar a ser mais feliz e menos confusa. E meu sono, aquela vontade de dormir em qualquer lugar que fosse, isso eu quero de volta, preferencialmente logo.


Maria Amália.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Indecisão.

Em meio a uma confusão de pensamentos, mais uma vez eu me encontro perdida. Absolutamente perdida, sem direção.

sábado, 26 de novembro de 2011

Sexta-feira à noite.

Ela se cansou de relacionamentos. Passou meses numa boa, somente curtindo a si mesma. Não se importava com isso e também não conseguia ver algum tipo de futuro em qualquer coisa. Passar os finais de semana em casa estudando, dormindo, lendo, não fazia a menor diferença. Acreditava na teoria do "single", aquelas pessoas que sabem viver sozinhas de uma forma positiva, tentou, realmente tentou ser assim. Porém, sua carência era sempre um empecilho. Era deitar a sua cabeça no travesseiro que sentia falta, sentia falta de alguém, pegava seu livro, lia um pouco, acabava caindo no sono. Esse era seu ponto de escape para ficar bem.
Sexta-feira à noite, resolveu assistir um filme que lhe foi indicado. Sozinha, em frente ao computador, sentada em sua confortável cadeira, chegando ao final do filme, seus olhos simplesmente encheram-se de lágrimas com aquela simples comédia romântica. Essa foi capaz de a fazer refletir sobre tudo que estava vivendo e notar que realmente estava sozinha. Poucas pessoas se importavam com ela, com o que sentia, com o que estava passando. Notou que estava solteira&sozinha. Não saia de seu mundinho por quase nada, estava presa em uma rotina confortante que não a fazia pensar muito, fazendo-a simplesmente sobreviver, ao invés de viver.
Não pensem que ela não tem vontade de mudar, ela quer. Mas querer, infelizmente, não é poder. Agora, após o filme, ela encontra-se escrevendo exatamente este relato, em busca de atenção e carinho, não pena.

Maria Amália.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Rejeição.

Já me falaram que eu sou a pessoa mais "pau no c*" que alguém conheceu, por ser sem sentimentos na hora de terminar relacionamentos. Ok, tenho certa noção disso, mas também não tenho culpa de não conseguir sentir algo intensamente, de não conseguir me apaixonar, então, termino qualquer coisa antes que passe 6 meses e a coisa fique muito mais dolorosa para a outra parte envolvida. Costumo me recuperar disso em 2 ou 3 dias, saindo, dando risada, dançando, bebendo. Depois disso, estou "pronta para outra", como se nada tivesse acontecido.
Mas o detalhe é que o problema tem dois lados da moeda. Eu posso ser assim, "insensível", mas definitivamente não sei lidar com rejeição. Sou a pessoa mais pessimista que conheço, então, fico sempre pensando que a culpa de estar sendo rejeitada é minha. Fico noites rolando na cama, tentando pensar no que eu fiz para acabar sendo assim. Eu não me sinto apaixonada por ninguém, não to "reclamando" disso, só que independente de ser apenas alguém, eu não sei lidar com isso. Quando alguém rejeita, ou mesmo, ignora outra pessoa, é sinal de que esta não foi nada em sua vida. E "saber" disso dói. Eu sempre dou o meu melhor, o meu mais intenso, a minha alegria para estar com alguém, e muitas vezes o que recebo em troca é isso: rejeição.
Levando em consideração o meu "histórico amoroso", segundo a minha amiga, eu não sei como sobrevivo sem terapia. Teria vários motivos para não acreditar mais no amor, mesmo sem nunca tê-lo sentido, mas mesmo assim, quem sabe um dia, a gente se encontra. Mas, atualmente, está complicado de acreditar.


Maria Amália.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Saudade.


Quisera Deus que você nos deixasse tão rapidamente. Nem tivemos tempo de nos despedirmos. A saudade já é grande, não faz nem uma semana que você nos deixou. Quem agora vai chegar em mim e dizer "GEEERAAALLLDO!" só para me incomodar com os dentinhos que geram o sorriso mais sincero de todos?! Ah tio Guido, foram anos de convivência, de piadas, de discussões à respeito da dupla GRE-nal... Tudo isso nos remete a um poço de saudades!
Hoje o que fica para toda a família que aqui continua é um oco no coração, aquele que não será preenchido por mais ninguém, pois ninguém é capaz de chegar nem aos seus pés. Ninguém foi, ninguém é, ninguém será o meu, o nosso tio Guido.
Ao olhar essa foto me vem a cabeça a sua voz, o seu sorriso, a sua gargalhada falando "Geraldo". Você tinha, com cada um de nós um dizer especial, um dizer que marcava a tua pessoa dentro de nós. E é exatamente isto que ficará para sempre em nossos corações.
Foi tudo muito rápido, mas tudo de uma forma inesquecível.

Todos sentiremos saudades, a sua falta nunca será suprimida.
O que fica em nós é a ALEGRIA que você nos transmitia.

Saudades ENORMES!

Com amor, da sua sobrinha MAIS QUERIDA.
Maria Amália.

Guido José Cassol (19/05/1951 - 02/07/2011)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Literatura.

"Quando refletimos sobre a literatura pensamos no problema da representação, ou seja, na tentativa de apreender ou recriar o mundo pela palavra, que é signo - uma forma de representação consciente que controlamos e dominamos para dizer algo. Os homens produzem signos porque isso faz parte da sua natureza, pois são seres incompletos, “desejantes”, insatisfeitos, nunca plenos, e buscam na representação uma tentativa de encontrar aquilo que lhes falta.
A literatura, por meio da representação, busca encontrar estratégias para preencher esta falta, e assim dar um sentido, um significado à vida, buscar aquilo que irá nos plenificar. Por isso, a literatura é tão importante, ela é o instrumento que permite ao homem criar estratégias para preencher os vazios.
A literatura se coloca assim, além das nossas necessidades básicas, pois busca restaurar a inteireza dos homens, visto que somos seres em processo, em uma busca constante pela unidade, para que nossa vida tenha um sentido, ainda que fugaz. [...]
A literatura é o meio que nos ajuda nessa busca e, nessa perspectiva ela é utópica, pois visa um alvo, almeja a totalidade, entretanto, consegue apreender apenas um aspecto desse todo. [...]"

A JANGADA DE PEDRA: DESLOCAMENTO NO SENTIDO DO SER
Elisa Cristina da Silva


Só para refletir.
Maria Amália.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Possível Mudança.


Quando entramos em rítmo de aula, esquecemos de fazer o que mais gostamos, muitas vezes.
Eu sou apaixonada por escrever, mas o que eu menos tenho feito é isso.
As aulas começaram há mais de um mês e eu nem sinal de vida dei aqui.
Porém, sinto que esse semestre terei que estudar muito mais do que os outros, já que há cadeiras de maior complexidade, e também, comecei a fazer inglês, ou seja, não tenho tido muito tempo para ficar no computador, escrevendo, lendo, praticando meu lazer.
Sim, eu tenho lido muito, mas só para a faculdade.
Atualmente estou lendo "A Jangada de Pedra", do genial José Saramago: a capacidade de divagação dele, para criar esse livro, a partir de um real, no caso a Península Ibérica, e chegar onde ele tem chegado, a cada página que leio, me dá prazer em ler, por mais que seja por obrigação.
Hoje, 21 de Abril, feriado de Tiradentes, resolvi passar aqui para tirar a poeira.
Ah, tenho novidades, no caso a que anunciei no título.
Possivelmente, no segundo semestre, irei a Portugal estudar na Universidade de Coimbra. Sim, está em cima da hora já, e eu estou fazendo meus documentos e essas papeladas todas.
Ficarei 2 anos lá, o que encherá meu coração de saudades de todos daqui, mas sei que isso será extremamente importante para o meu currículo, e mais, para a minha vida.
Queria poder ter escrito algo mais inspirado, mas afinal, fiz um relato dos últimos e futuros meses da minha vida.
Quem sabe alguém se importe com isso e leia.
Quero escrever mais, farei o possível.


Ah, foto tirada da janela do meu quarto, na vez em que eu vi um arco-íris completo!

Beijos à todos,
Maria Amália.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sonho ou Realidade?

Chego ao meu quarto, é hora de dormir, mas, como sempre, olho para o lado e sinto vontade de ler, porém o livro que estou a ler atualmente não tem gerado, em mim, muito entusiasmo. Então, levanto a minha cabeça e vejo em cima de minha escrivaninha o meu bom e velho livro do Edgar Allan Poe. Abro um sorriso em meu rosto, pego o livro carinhosamente, abro na página 69, no conto “O Gato Preto”, e começo a sentir aquela sensação que só ele sabe transmitir em suas palavras: o terror. Ao terminar, todos os pêlos de meu corpo estão desestabilizados, estou totalmente arrepiada com a forma como o conto foi conduzido e levado a um final inusitado.

Deito-me e o sono não vem, fico a repensar no conto, na frieza e na forma como o gato acaba por ser quem delata o crime. Minha cabeça viaja muito, e começo a escutar os gatos e cachorros na rua, sinto medo. Tudo fica em silêncio, somente escuto o pavor de meu coração: ele bate furiosamente. Tento me acalmar, mas parece que a situação só piora: começo a ouvir passos e estão cada vez mais próximos. Portas abrem-se e eu encolho-me embaixo de minha coberta. O pavor entra em êxtase quando noto que a porta de meu quarto é aberta e uma respiração chega muito perto de mim. Penso que as batidas de meu coração vão entregar-me, não consigo sentir mais os músculos de meu corpo, não sei dizer mais em que dimensão estou, só sei que tudo se perde na imensa escuridão de meu quarto – ou seria de minha mente? Tenho vontade de gritar, mas a voz não sai, preciso sumir daqui, preciso acabar com essa angústia que está a me corroer a cada instante.

Quando me dou por mim, sinto a mão de minha mãe sob meu rosto e ela pergunta: “você está bem, filha?”. Meu corpo encontra-se todo suado e mole, mas acordado. Porém não sei dizer até onde o que eu senti foi sonho ou realidade, só sei que tudo foi muito intenso e profundo.


Maria Amália.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Amizade dói.

Eu recebi uma crítica, à respeito das coisas que eu escrevo, de uma amiga minha. Quero tentar melhorar isso, porque eu gosto de escrever, e quero fazer da melhor forma possível. Eu quero escrever com maior emoção, quero demonstrar mais profundamente o que eu estou sentindo no momento em que as ideias surgem em minha mente.
Eu ando um pouco confusa, eu já havia notado isso há algum tempo, mas devido aos últimos acontecimentos, eu andei sentindo isso mais forte em mim.
Estou com um sentimento de "saudade daquilo que eu não tenho", ou melhor, não sei explicar, eu só me sinto "sozinha" mesmo não estando. Estou sentindo falta daquela "melhor amiga". Não é discriminação nem nada, mas eu não consigo fazer amizades, daquelas que eu tenha vontade de estar a todo momento, de conversar as coisas mais pessoais possíveis, com as pessoas daqui, com os meus "amigos" de Porto.
Isto é uma coisa que eu sinto saudades do interior, eu me sentia tão bem com as amigas que eu tinha lá, eu confiava nelas plenamente, sem medo de ser feliz sabe. Conheci pessoas novas, agora na viagem que fiz a Sobradinho e eu consegui sentir esse sentimento de amizade, nelas.
Este não tem sido um post, com algo que tenha vindo ficcionalmente em minha mente, mas a respeito de sentimentos, daqueles mais profundos.
"Pensamentos que deixei no meu travesseiro, deixarei de acreditar, serei eu mesmo" (Reação em Cadeia - Dentro do Silêncio)
Sinto meu coração com uma falha, como se estivesse faltando alguma coisa, e eu sei o que é, eu preciso de um amigo.
Outra coisa, que tenho notado em mim, é um sentimento de progresso para com um dos meus maiores defeitos: eu tenho conseguido decidir algumas coisas, por mais simples que sejam, mas eu a tenho feito!
Acho que isso deve ter acarretado no meu sentimento de falta de um amigo. Notei que sozinha não conseguirei ser forte. Ninguém vive sozinho, por mais solitário que seja.

Tudo que escrevi até agora, foi um belo de um desabafo, o que a falta de amizades me fez fazer. Foram pensamentos soltos, se alguém ler não repare na confusão, isso só é a minha cabeça, só.
Desculpe o monte de besteiras, são só sentimentos.

Maria Amália.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Escrever.

Às vezes tenho uma vontade incrível de escrever, simplesmente por ler outros blogs.
Vejo a forma como cada pessoa escreve, vejo o seu dom, o seu estilo.
Penso que escrever a melhor forma de expressar o que o coração não tem coragem de dizer.
Sou totalmente travada na hora de falar o que eu sinto, sempre quando sinto isso, lembro-me daquela minha amiga de infância que me conhece, ou me conhecia, como ninguém. Ela simplesmente pegava um papel e uma caneta e me dava, e a nós não abríamos a boca, apenas escrevíamos.
Quando paro para pensar no que estou fazendo no curso de Letras, noto que, apesar de não ter muita afinidade com o "português", eu amo escrever e amo ler. Então, não me arrependo em nenhum momento por estar fazendo o que eu gosto.
Queria poder, ou melhor, tirar o tempo de sentar em frente ao computador e escrever, apenas escrever, tudo o que viesse na minha cabeça.
Meu pai, uma vez me contou (não sei se é verídica a história, pois meu pai adora contar estórias), que o escritor José Saramago escrevia duas páginas por dia. Toda vez que penso nisso, sinto vontade de "ser que nem ele", não exatamente igual, mas ter essa força de vontade, de escrever, simplesmente por escrever.
Estava viajando esses dias, e eu senti falta disso, de ler, de escrever, de estar quieta no meu canto. Não que a viagem não tenha sido ótima, e foi, mas eu sou assim, sou uma garota com vontade de ler, com vontade de escrever, mas que muitas vezes não os faz.
Sonho em um dia morar sozinha, em um canto qualquer, um canto que seja a minha cara. E a partir de então, colocar todas as minhas vontades em folhas de papel.
Quem sabe um dia não realizo esse sonho? Mas por hoje, vou vivendo e aproveitando o que tenho, tentando sempre ser alguém melhor, alguém feliz comigo mesma.


Maria Amália.